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domingo, 8 de novembro de 2009

O "cujo" e a FEI


Tudo bem que é uma faculdade totalmente voltada à área de exatas, mas bem que alguém poderia ter notado o "erro" do texto e tê-lo corrigido para algo como: "Será que dá para fazer um celular cujo sinal pegue em qualquer lugar do planeta?".

Sim, é bem provável que, em breve, o "cujo" desapareça do idioma; vai se tornar um arcaísmo deste lado do Atlântico. Entretanto, o que vale (ainda) é o que consta na tão demoníaca "Norma Padrão", gostemos ou não.

Pessoalmente, gosto do "cujo". Verdade! Só de pensar que é o Genitivo do Pronome Relativo, já fico emocionado. Bem verdade, raramente menciono-o numa conversa informal, mas sempre coloco-o na linguagem escrita.

Para pensar: Será que, no vestibular dessa faculdade, desconsiderariam esse tipo de "erro" por parte dos candidatos?

- Darini

P.S.: No texto superior à direita do anúncio, há algo que também pode gerar uma postagem neste blogue. Alguém chuta o que é?

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Trabalho para pessoas sérias


Essa, achei em um desses jornais de empregos e concursos.

Você é uma pessoa séria? Ótimo, pois é justamente disso que o empresário do anúncio procura. Entretanto, vou ensinar como trabalhar a partir de casa:

a- Você acorda, faz suas rotinas (café, banho etc.);

b- Começa a TRABALHAR (sim, em casa mesmo);

c- Pega a condução (ou carro) e CONTINUA TRABALHANDO. Se for dirigindo, cuidado! Tente conciliar o trânsito com sua tarefa;

d- Chegue no local de trabalho trabalhando;

e- Voilá! Você acabou de trabalhar a partir de casa.

- Darini

domingo, 4 de outubro de 2009

Jornal, dinheiro, lixo e Kassab


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Esse jornal é de umas semanas atrás. Não me pergunte qual é, pois não me lembro.

Lição de casa: não tinha um jeito melhor de se escrever essa manchete? Apenas especificando, refere-se ao recuo do prefeito de São Paulo em relação aos cortes que faria no setor de limpeza pública.

- Darini

domingo, 30 de agosto de 2009

Poderoso Timão "admiti"? Admitia!

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Antes de mais nada, esclareço: a) o erro já foi corrigido (em parte); b) não torço para time nenhum (na verdade, odeio futebol). A foto foi tirada com um celular, por isso a definição não está lá essas coisas.

Ao escrever, devemos prestar atenção na Desinência Verbal do verbo com que trabalhamos, pois algumas podem causar dúvidas e/ou induzir ao erro. Neste caso, o digitador assim deve ter pensado: "se nós admit{imos} e o verbo é admit{ir}, então *ele admit{i} - admiti-se". Por analogia, deve ter pensado nos verbos sair (ele sai), cair (ele cai), mas se esqueceu do dormir (ele dorme). Deixou a placa lá por uma semana (ou mais), até que alguém o avisou (provavelmente, um candidato à vaga, que, por sinal, não levou o emprego, pois a nova placa ainda está lá).

Voltando à referência do item a lá em cima, há um fenômeno cujo erro nem mais considera-se como aberração Linguística: a Voz Passiva Sintética, que causa uma confusão considerável em anúncios (principalmente).

Alguns estudiosos dizem que, na cabeça do falante, "Admite-se subgerente e vendedor" não tem nada de Voz Passiva. Ao contrário, essa partícula "se" é o Índice de Indeterminação do Sujeito e o complemento é um Objeto Direto. É até possível perguntar: "Admite-se o quê?" E a resposta: "Subgerente e vendedor".

Entretanto, para a Gramática Normativa (até o momento, a forma oficial), essa estrutura continua sendo considerada a tal da Voz Passiva Sintética. De acordo com essa linha de pensamento, o correto seria "Admitem-se subgerente e vendedor", pois estes dois são o Sujeito Composto da Oração: Subgerente e vendedor são admitidos.

Portanto, em caso de prova, concurso público, elaboração de memorando, cartas comercias e afins, lembre-se: é plural? Use a forma oficial.

- Darini